Que em versos pessimistas
Seja escrita a tua morte
Coincidências nunca vistas
Livre-o de toda sorte
Cairão teus pés em intensa lama
Decairá em meio ao inferno
Te farão escravo de uma cama
Em um inverno eterno
Inverno em pleno inferno
Corra pra vossa casa
O teu fim está próximo
O anjo caído voará com novas asas
A tortura acabará
Nenhuma diferença haverá
Dias de sofrimento virão
Céus e igrejas cairão
Sem nenhum céu sobre nossas cabeças
Sem nenhum inferno abaixo de nós
Tempos onde nao haverão diferenças
Onde ninguém será julgado
[...]
Total de visualizações de página
terça-feira, 30 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
?
- Onde estamos?
- Estamos mortos.
E sem prestar a mais leve atenção
entregamo-nos.
Como quem surge da bruma, sem alguma inquietude
descarregamos o fardo das intempéries nos tordos recantos.
Foi o amanhecer de Primavera manhã.
Alisamos o cansaço da pele
de chuvas e ventos.
Sentamo-nos lado a lado,
e foi viver os aromas da estadia.
Dêmo-nos ao coração singelo
Incendiamos melodias já esquecidas
da água e do fogo.
Encorajamo-nos a preservar,
a não sofrer amarga morte.
Diante dos nossos olhos
estenderam-se caminhos, que conduziam à vida
abraçamo-nos.
Um ao outro num abraço demorado
poderosa luz infundiu nos nossos lábios.
Com olhos d´ água e fogo d´alma
caminhamos até ao horizonte
Pedimos uma última palavra:
- Com que nome poderemos recordar-nos?
Quase sem voz
acenamos um adeus.
E, desde então nossa vida tem sido apenas
esperar por nós, sabendo-nos ressuscitados.
Solitário
Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos contorta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
-- Velho caixão a carregar destroços --
Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!
Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos contorta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!
Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
-- Velho caixão a carregar destroços --
Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!
O solitário
Detesto seguir alguém assim como detesto conduzir.
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Quem não se mete medo não consegue metê-lo a
ninguém,
E só aquele que o inspira pode comandar.
Já detesto guiar-me a mim próprio!
Gosto, como os animais das florestas e dos mares,
De me perder durante um grande pedaço,
Acocorar-me a sonhar num deserto encantador,
E forçar-me a regressar de longe aos meus penates,
Atrair-me a mim próprio... para mim.
Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"
Obedecer? Não! E governar, nunca!
Quem não se mete medo não consegue metê-lo a
ninguém,
E só aquele que o inspira pode comandar.
Já detesto guiar-me a mim próprio!
Gosto, como os animais das florestas e dos mares,
De me perder durante um grande pedaço,
Acocorar-me a sonhar num deserto encantador,
E forçar-me a regressar de longe aos meus penates,
Atrair-me a mim próprio... para mim.
Friedrich Nietzsche, in "A Gaia Ciência"
Amor e Ódio
Amor e Ódio
Amo com o mais suave dos venenos
com o mais doce sentimento
com a dor mais profunda
de alguém chora em silêncio
****
****
Eu te amo....
com todo ódio que te tenho!
amo como a fragilidade de uma flor
amo como a força de um guerreiro.
****
****
Eu te amo
e te odeio!
com todos os sentimentos
como a tempestade que passa
como o assobio de um leve vento.
****
Eu te odeio, porque amo demais
este amor que te tenho!
Leni Martins
Assinar:
Postagens (Atom)
